Saiba a história do Linux e porque ele é tão bom

Para quem deseja saber um pouco mais sobre a história do Linux, sobre o ‘espírito hacker’ e como toda essa filosofia de código aberto é bem interessante esse documentário.

Veja também resumidamente sobre como foi criado o Linux, muito legal.

E também essa entrevista do criador do Linux, Linus Torvalds falando sobre o que ele acha da internet atualmente e como está trabalhando com o kernel.

Ubuntu e Mac OS X: o futuro dos sistemas operacionais

A algum tempo que venho ouvindo por aí que os sistemas operacionais ficariam obsoletos com o tempo, sendo tudo gerido na “nuvem” como queria e pretendia o Google com seu ChromeOS (alguém ainda lembra disso?). Pois então, o que parecia um vaticínio para os sistemas legados e instalados resumiu-se a mais uma onda que morreu na praia.

Distros Linux

Qual então é a importância de um SO?

Para nosso uso diário do computador, seja ele desktop ou notebook- é toda! Ter acesso local a nossos arquivos e aplicativos e poder usá-los aonde e quando quisermos faz toda a diferença. Contudo, é inegável a importância da nuvem sobre nossa vida digital. Mas isso é tema para outro artigo. ;)

Qual a importância do Ubuntu e do MacOS X para a computação moderna? – O Linux e o kernel do BSD que deu origem ao MacOS, ambos kernel livres (kernel é o núcleo do sistema), dois projetos que nos legaram o que há de mais moderno e avançado em computação e entretenimento digital, são dois projetos baseados em Software Livre. Mas ora, os MacOS não é livre, alguns dirão – sim e realmente não o é. Mas sua origem sim e é aí que estamos nos baseando. O MacOS é um sistema resultante do Darwin, um sistema BSD-Unix que a Apple usou para montar seus sistemas. Aí resvalamos nas discussões de alguns linuxistas que confundem OpenSource com “de graça”. O fato da base do sistema ser livre não o torna imediatamente de graça. Toda a produção, pesquisa e pessoal envolvido na criação de uma obra de arte como é esse ecossistema operacional precisam ser remunerados de alguma forma. E ao contrário do Stallman e do Maddog, eu não vejo mal nenhum nisso. Todos nós temos que pagar as contas no final. E foi assim que do Darwin nasceu o MacOs e todas as suas últimas versões… de um software livre. Basta visitar o site dos projetos opensource da Apple e vocês verão.

Bem e o Ubuntu com isso?

O Ubuntu é a terceira via. É o desvio do status quo. O projeto Ubuntu é algo for a da curva e nesse ponto que vamos nos ater.

O Ubuntu nasceu despretensiosamente do esforço e ideal de Mark Shuttleworth. Um cara que ficou milionário cedo, desenvolvendo sistemas de pagamento on line, tais como o Paypal, lá na África do Sul. Ficou rico ao ponto para se dedicar a uma ideia promissora e visionária – criar um sistema operacional, tão fácil de usar quanto o Windows e tão poderoso e eficiente quanto o MacOS. E para surpresa e descrédito de alguns linuxistas, ele conseguiu. Assim como o MacOS é baseado é um sistema maior e ancestral, o Ubuntu também segue a mesma linha,sendo resultante de um projeto maior -o Projeto Debian -que lhe deu as bases e alicerce.

Atualmente o Ubuntu é Debian-like com personalidade própria e com cara própria também. O Unity é o diferencial estratégico do Ubuntu. Apesar da gritaria foi uma decisão acertada, acreditem.

A Canonical criada por Shuttleworth mira mais longe que muitos possam supor. E vamos combinar, poucas empresas no mundo podem ser dar ao luxo de viver e de ganhar dinheiro com Linux como a Canonical conseguiu.

Ao contrário de vários casos, e vide o caso Mandriva, que não nos deixam mentir. E é aí que mora meu argumento. Por que a Mandriva ,teoricamente maior e mais antiga quebrou e a Canonical e o Ubuntu vicejam – está no diferencial de inovação. Para quê manter projetos que não se diferenciam em nada? Quem usou sistemas baseados no KDE e pacote .rpm sabe bem que estou falando. Não há menor diferença em usar um: Fedora, OpenSUSE, Mandriva, Arch. As poucas diferenças estavam nos gerenciadores de pacotes, cores e dificuldades inerentes a configurações.

Durante muito tempo, ser difícil de usar era o diferencial das inúmeras distro. Até a chegada do Ubuntu. O que torna o Ubuntu potencialmente bem sucedido agora e no futuro. Não é simplesmente sua facilidade de uso, mas sim sua capacidade de inovação. A capacidade de criar um conceito de marca em torno do sistema. Uma marca é o principal passo para se criar demanda e primeiro passo para se criar um produto. Um produto que é e sempre será entregue de graça, mas que pode sim, ser consumido em larga escala. E é nessa aspecto que o Ubuntu será destaque nas próximas décadas. A batalha pelos sistemas não passará mais pelo Windows. Essa plataforma já chegou ao ápice da sua base instalada. A batalha será entre os sistemas que são capazes de inovar e serem úbiquos: estarem em toda parte. E nesse aspecto o único sistema que pode rivalizar com o MacOS é o Ubuntu. E para assistir essa batalha, eu pago pra ver.

Essa semana rolou a UDS onde várias notícias interessantes foram divulgadas e ventiladas sobre o desenvolvimento do da próxima versão a Quanta Quetzal, a afirmação pública e notória sobre Goobuntu (Ubuntu do Google) como principal plataforma de desenvolvimento e trabalho. E afirmação de Mark Shuttleworth sobre a próxima versão LTS 14.04 – será a melhor plataforma do mundo, afirma Mark. E não temos por que duvidar. Certamente o será. O que a Canonical está conseguindo fazer em termos de inovação tem como meta criar um ecossistema de negócios em torno da marca Ubuntu: Ubuntu TV, Ubuntu for Android, UbuntuPhone(?), Ubuntu One, parceria OEM com a Dell, com a ACER…- tudo isso junto vem criando uma onda de inovação e expectativas que tornam o Ubuntu a plataforma ideal para muitos negócios e usuários.

Sobre inovação quero deixar com vocês a seguinte meditação – o conceito sobre inovação: A Idade do Bronze não começou simplesmente por que acabaram as pedras na Idade da Pedra.- Inovação é se antecipar a demanda.

 Por Leandro França de Mello

Administrador de Empresas,Analista de Sistemas e Professor.
Entusiasta do software livre e do Ubuntu desde as primeiras versões. Atua como consultor de TI  para diversas empresas e governos no Rio de Janeiro. Trabalha com SEO na Djins. www.djins.tumblr.com

A Canonical usa o kernel Linux e não geleia de mocotó

Ontem apareceu na net um debate – desnecessário ao meu ver – sobre a Canonical não usar a nomenclatura LINUX em seus documentos oficiais e que ela estaria criando um kernel Ubuntu.

O amigo Aprígio Simões acaba de postar um artigo esclarecedor e importante sobre o assunto. Todos devem ler.

Replico aqui as informações mais relevantes:

  • O que define se um sistema operacional é Linux ou não é o seu núcleo
  • A Canonical ainda é uma das mais fieis ao kernel Linux, tanto que o proprio kernel upstream ja oferece total suporte e compatibilidade para trabalhar com processos que fazem chamadas a vários tipos de metodologias de inicialização do sistema que o proprio Ubuntu ja possui.
  • Até a Red Hat esta usando o upstart, mantido pela Canonical.
  • A Canonical, como qualquer empresa, está oferecendo módulos adicionados no kernel por causa de suas distribuições de CLOUD e até mesmo suporte.
  • O Debian possui uma imagem mantida pela comunidade, mas totalmente fiel ao encontrado no kernel.org, assim como o Fedora. O Ubuntu possui o mesmo kernel, mas agora com algumas modificações para o maior e melhor suporte da empresa aos usuários com a diferença de que a Canonical não cobra isso dos usuários, como a Red Hat e a Novell fazem pelo seu TRADEMARK.
  • O kernel Linux é o mesmo, e o mesmo não acontece com o FreeBSD, OpenBSD e netBSD, que possuem outro kernel e não tem nada a ver com Linux, nada a ver mesmo!
  • o Android, possui um kernel totalmente modificado para atender a arquitetura arm, porém ainda Linux.
  • Linux é o poder.

Comente!

 

Como instalar o Kernel 3.1 no Ubuntu 11.10/.11.04

O texto abaixo foi traduzido daqui. Mais informações sobre o kernel, visite o site oficial.

Vamos mostrar como atualizar o kernel do Ubuntu 11.10/11.04, mas fica o aviso que não nos responsabilizamos por incompatibilidades no sistema que podem surgir.

Veja alguns dos novos features do 3.1:

  • Suporte a arquitetura OpenRISC CPU;
  • Dynamic writeback throttling;
  • Mais suporte a drivers de hardware;
  • Suporte 3D para os chips NVIDIA;
  • Melhoras na virtualização para Xen e KVM;
  • Implementação iSCSI;
  • Suporte ao controle Wii.

Começando

Abra o terminal (Ctrl + alt + T) e rode estes dois comandos (tanto para 32 e 64 bits) no Ubuntu 11.10/11.04:

wget http://kernel.ubuntu.com/~kernel-ppa/mainline/v3.1-oneiric/linux-headers-3.1.0-030100_3.1.0-030100.201110241006_all.deb
sudo dpkg -i linux-headers-3.1.0-030100_3.1.0-030100.201110241006_all.deb

Ubuntu (32-bit)

Para o Ubuntu 11.10/11.04 (32-bit), rode estes comandos:

wget http://kernel.ubuntu.com/~kernel-ppa/mainline/v3.1-oneiric/linux-headers-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_i386.deb
sudo dpkg -i linux-headers-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_i386.deb
wget http://kernel.ubuntu.com/~kernel-ppa/mainline/v3.1-oneiric/linux-image-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_i386.deb
sudo dpkg -i linux-image-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_i386.deb

Ubuntu (64-bit)

Para o Ubuntu 11.10/11.04 (64-bit), rode estes comandos:

wget http://kernel.ubuntu.com/~kernel-ppa/mainline/v3.1-oneiric/linux-headers-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_amd64.deb
sudo dpkg -i linux-headers-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_amd64.deb
wget http://kernel.ubuntu.com/~kernel-ppa/mainline/v3.1-oneiric/linux-image-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_amd64.deb
sudo dpkg -i linux-image-3.1.0-030100-generic_3.1.0-030100.201110241006_amd64.deb

Reboot seu sistema e depois abra o terminal e veja se o Kernel esta atualizado com o comando abaixo:

uname -r

Deve aparecer algo como isso aqui:

$ uname -r
 3.1.0-030100-generic

Fim! Espero ter ajudado e se tiver dicas adicionais, comente!