Motorola Xoom

A demanda por Tablets continua a crescer e isto chamou a atenção dos fabricantes. Novos modelos destes pequenos computadores não param de ser lançados

Nesta semana recebi para avaliação o Tablet Xoom da Motorola, o primeiro do mercado equipado com o sistema operacional Android 3.0, especialmente desenvolvido para este tipo de equipamento. Estarão disponíveis no Brasil duas versões do aparelho: uma apenas com Wi-Fi (R$ 1800,00) e outra que terá também o acesso via 3G (a que recebi para testes).

Este valor é mais alto do que o cobrado pelo iPad, seu concorrente direto, mas a configuração do Xoom é mais completa. O equipamento conta com duas câmeras, uma na parte de trás com 5 MPixels e outra frontal de 2 MPixels (usada para videochamadas), além de um potente processador dual-core (Nvidia Tegra 2 de 1 Ghz) e 1 GB de RAM (expansível através de cartões microSD).

A primeira impressão do produto é bastante agradável com superfícies arredondadas e design limpo. A tela é de 10,1 polegadas com resolução de 1280 x 800, tem boa definição e sensibilidade ao toque. Com ela você vai ter espaço de sobra para ler livros e navegar na Internet. Diferentemente de outros Tablets que testei, com o uso a tela fica rapidamente cheia de marcas de dedos o que exige limpezas frequentes.

A mudança entre as posições de paisagem para retrato é bem sensível não apresentando problemas.

O equipamento não é exatamente leve. Com um peso de 730 gramas (129 gramas a mais do que o iPad2) não dá para segurá-lo com uma só mão, como se fosse um livro, por muito tempo.

O Xoom possui uma interface micro USB e saídas micro HDMI (na parte inferior) e para fones de ouvido (na parte superior). O botão para ligar e desligar o aparelho está em um local inusitado, na parte de trás do Tablet. Apesar de diferente é um local confortável para ser utilizado. Na lateral estão posicionados os botões de controle de volume de áudio. Por falar em som, os alto falantes não decepcionam.

Durante o teste alguns aplicativos simplesmente “travaram”. Em todos os casos foi exibida uma mensagem avisando que o aplicativo havia deixado de responder e que poderíamos forçar seu fechamento ou aguardar. Este problema não afetou a estabilidade do sistema e bastou reiniciar o aplicativo para que tudo voltasse ao normal.

A configuração da rede sem fio foi simples e rápida assim como a navegação na Internet.

A autonomia da bateria merece elogios, com mais de 9 horas de uso antes de precisar de recarga. Aqui está uma das evoluções do Android 3.0 que, ao contrário das versões anteriores, aprendeu a gerenciar racionalmente o consumo de energia.

O lançamento de novos Tablets aumentam a concorrência o que é bom para os consumidores.

Gilberto Sudré

Controlando diversas máquinas com um único teclado e mouse

Atualmente é cada vez mais freqüente encontrarmos uma grande quantidade de servidores instalados no núcleo da rede. Cada um atendendo a um serviço diferente como por exemplo: Firewall, e-mail, páginas WEB, servidor de impressão ou arquivos. Já abordei aqui na coluna a virtualização de servidores (instalação de vários servidores lógicos em um mesmo equipamento) mas isto nem sempre é possível com o hardware disponível.

Esta situação acontece até mesmo em algumas residências onde já não é rara a presença vários computadores para usos específicos.

O problema nestas duas situações, principalmente no ambiente corporativo, está na dificuldade de administrar estes servidores, cada um com seu teclado, monitor e mouse, todos na mesma mesa. Quem já tentou esta solução sabe a confusão e o espaço ocupado por isto.

Muitas empresas utilizam um equipamento chamado chaveador de tela/teclado. A este dispositivo ligamos um único monitor, teclado e mouse e também as as interfaces de vídeo, teclado e mouse dos servidores, economizando espaço e equipamento. É uma solução viável apesar de cara e pode apresentar algumas limitações de compatibilidade com os hardwares existentes e distância entre os equipamentos.

Uma alternativa bem mais simples ao chaveador está no Synergy (http://synergy-foss.org/). Este utilitário, distribuído sob a licença GPL (GNU General Public License), permite que a partir de um único computador você controle vários outros. Tudo isto independente do sistema operacional pois o Synergy é compatível com sistemas da, Mac OS X e GNU/Linux

Com o Synergy você vai ter acesso a uma única área de transferência, o que permite utilizar os recursos de Ctrl+C e Ctrl+V entre as máquinas controladas (uma característica bem útil). Outra função interessante é o sincronismo entre os protetores de tela de cada sistema. Assim, os protetores de tela são ativados e desativados ao mesmo tempo e se existe a necessidade de informar de senha para desbloqueio das consoles, você só vai precisar digitar a senha uma única vez.

Uma boa opção para simplificar o controle de vários sistemas. Mesmo que eles estejam fisicamente distantes entre si.

Gilberto Sudré

Tablet light com Android

Os Tablets tomaram conta do mercado e já afetam as vendas de notebooks e netbooks. Parece mesmo que os consumidores adoraram esta novidade.

Para quem procura um Tablet não faltam alternativas. Diversos modelos de marcas conhecidas já estão disponíveis oferecendo várias opções de tamanho, peso, capacidade de armazenamento, autonomia da bateria e compatibilidade com as redes sem fio. O problema é que na maioria dos casos os preços ainda estão nas alturas limitando o uso destes equipamentos a poucos consumidores.

Esta semana recebi para avaliação o Smart Pad M7, um Tablet que se propõe a ter um preço bastante accessível, aproximadamente R$ 450,00, e com funcionalidades básicas para o usuário. O M7 utiliza o sistema operacional Android versão 2.1.

A primeira impressão é bastante agradável e nada o diferencia dos outros modelos disponíveis. A tela de 7 polegadas tem um bom contraste e permite a leitura de fotos e textos com muita facilidade. A sensibilidade ao toque é um dos pontos fortes do M7, apesar de não apresentar o recurso de multitouch ou multitoque (com ele você pode usar dois dedos para fazer zoom em textos e imagens). A interface é bastante precisa e não oferece problemas na digitação de textos e e-mails . Nada que alguns minutos de prática não faça você se acostumar a ele.

Em uma das laterias encontramos o botão para ligar o equipamento e o controle de volume. Na lateral oposta temos a entrada de energia e conexões para fones de ouvido, USB para conexão com o computador e uma USB padrão para conexão de pen-drives. Junto com estas saídas temos uma interface HDMI para conexão com TVs de alta resolução algo não encontrado em muitos Tablets mais caros.

O Smart Pad possui 4GB de memória interna que pode ser expandida até 32GB através de um cartão miniSD. Ele também conta com uma câmera de 3MPixels na parte fontal. O peso é de aproximadamente 500grs.

O processador é um ARM M7 com 600Mhz de clock. Este é o principal ponto fraco do Smart Pad. Com esta CPU não dá para exigir muito do equipamento. Funções como ouvir música, assistir um vídeo, navegação na Internet, envio de e-mails e acesso ao Twitter funcionam sem problemas mas a abertura de arquivos em PDF é bastante lenta.

No M7 está disponível apenas a rede sem fio Wifi. Esta funcionou bem e a conexão foi simples e rápida. A autonomia da bateria foi apenas razoável com uma duração de 5 horas de uso contínuo.

Se você achou o Smart Pad interessante mas busca um Tablet com uma tela maior não vai precisar procurar mais. Também está disponível uma versão do Smart Pad com tela de 10” por aproximadamente R$ 500,00.

Gilberto Sudré

Obs: O Smart PAD M7 foi cedido para testes pelo site www.asiatronic.com

Os DVDs e discos Blu-rays estão com os dias contatos?

Será que a industria de entretenimento vai perder a oportunidade novamente? Enquanto os grandes estúdios de Hollywood apostam no Blu-ray como formato para distribuição de seus filmes uma pesquisa divulgada esta semana aponta que buscas no Google por termos ligados a mídias físicas como DVD ou Blu-Ray estagnou enquanto pesquisa por Streaming cresceu 90%.

Para quem é novo na área o Streaming é a distribuição de conteúdo multimídia como áudio e vídeo de forma on-line através de redes de computadores como por exemplo a Internet.

Como vantagens da distribuição on-line de conteúdo estão a possibilidade de assistir aos filmes “por demanda” ou seja na hora que você quiser, acesso a um acervo quase ilimitado de títulos e dispensa da necessidade de ir até uma videolocadora para pegar e depois devolver o filme. Em alguns casos os preços também são bem interessantes.

Parece que a história vai se repetir. Quando o padrão MP3 de gravação de áudio surgiu as gravadoras simplesmente fizeram pouco caso. Desprezaram o “pequeno” MP3 e continuaram a investir no seu formato fechado onde você só podia ter acesso a sua musica preferida se comprasse um CD com outras trilhas que você não queria. O resultado deste processo já sabemos e as gravadoras simplesmente ficaram pelo caminho. Agora tentam recuperar o espaço perdido.

A pesquisa desta semana indica que o interesse por formas de distribuição de filmes, especialmente do serviço Netflix (locação de filmes físicos e online) aumentaram exponencialmente. Já os DVDs e Blu-Rays atraem cada vez menos a atenção do público.

O crescimento da popularidade da distribuição on-line de filmes acompanha o maior acesso pela população a canais de comunicação de alta velocidade e pela mudança de comportamento dos consumidores que aparentemente estão perdendo o interesse na propriedade dos filmes.

Os dados do mercado nos Estados Unidos mostram que só agora o Blu-ray conseguiu se equiparar ao tradicional DVD em termos de vendas de tocadores. A mesma pesquisa informa que 77% dos americanos ainda assistem a filmes em DVD.

Depois de avaliar toda a situação é fácil entender porque o Google e a Apple já começam uma batalha para ver quem vai comprar o Netflix

Para quem ficou interessado, rumores indicam que o Netflix pode chegar ao Brasil ainda este ano. A NET já oferece este serviço em alguns bairros de São Paulo. Por enquanto apenas aqueles locais atendidos por fibra óptica por causa das velocidades necessárias para transmissão de dados.

Gilberto Sudré

MVNO: em breve em um celular perto de você

O brasileiro paga uma das tarifas de celular mais caras do planeta. Disto praticamente ninguém tem dúvida. Como resolver esta questão?

Parece que a resposta a este problema passa, em parte, por aumentar a concorrência entre as empresas de celular deixando disponível aos consumidores um maior leque de opções.

Neste caminho uma sigla está chegando ao Brasil e veio para ajudar. O MVNO (Mobile Virtual Network Operator) ou do inglês operador de redes virtuais móveis.

O MVNO é um tipo de operadora de celular que não tem rede própria, ou seja não tem antenas, rádios, torres, cabos de fibra, frequências e outros equipamentos. Então como ela funciona?

O modelo de negócio desta operadora está baseado no aluguel da infra estrutura já existente de outras operadoras.

A primeira vantagem desta forma de prestação de serviço está no uso mais racional de torres e transmissores através do compartilhamento da rede. Isto, por si só já reduz a poluição visual que observamos nas grandes cidades com a instalação indiscriminada de antenas.

Você pode estar se perguntando mas como estas novas operadoras irão sobreviver?

A solução é o uso intensivo de tecnologia, o atendimento a nichos específicos do mercado e a oferta de serviços diferenciados. Alguns exemplos poderiam ser a integração da comunicação com as aplicações específicas do cliente ou a formatação de planos e tarifas que melhor se ajustem ao mercado.

O pulo do gato está na forma de operação. Como a empresa não precisa se preocupar em gerenciar toda a infra-estrutura ela pode dedicar seu foco e esforço exclusivamente ao cliente. É o minimo que poderíamos esperar.

A expectativa é que aconteça aqui o mesmo que ocorreu nos EUA. Lá o aumento da concorrência através de várias MVNOs fez com que as tarifas caíssem a preços bem interessantes.

Mas a queda de preços não depende somente do compartilhamento. Não podemos esquecer que parte do motivo de pagarmos tão caro pela comunicação está na grande carga de impostos que incide no setor (quase 40%). Neste caso a concorrência não tem muito o que fazer, só apelando para o bom senso do Governo.

Agora é esperar e torcer que os MVNOs sejam regulamentados o mais rápido possível. A concorrência é muito boa para o mercado e o consumidor agradece.

Gilberto Sudre